Índice
» O biodiesel na matr...
O biodiesel na matriz energética brasileira
Por suas dimensões geográficas, o Estado do RJ não se credencia como grande produtor de oleaginosas. Mas, de forma pioneira, vem se destacando no desenvolvimento das variáveis científicas e tecnológicas do biodiesel
Wanderley de Souza - Secretário de CT&I do RJ, membro das academias Brasileira e Mundial de Ciências e professor titular de Parasitologia da UFRJ.
Desde 1980 cientistas brasileiros estudam a produção de combustíveis a partir de oleaginosas como o amendoim, babaçu, dendê, mamona e soja, entre outras. Agora, o mundo desperta para o biodiesel.
O interesse deve-se a vários fatores, dentre eles, a produção a partir de fontes renováveis e a redução drástica da emissão de poluentes, o que torna o "diesel verde" importante do ponto de vista econômico e ambiental.
No caso do Brasil, tais vantagens se ampliam, já que poderá garantir milhares de empregos e eliminar o gasto anual de mais de US$ 1 bilhão com importação de 40 bilhões de litros de óleo diesel. Para que o biodiesel se torne realidade é preciso passar da fase de testes para a produção comercial.
Destaque-se o apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia às pesquisas e a fixação das regras para a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira.
No Estado do RJ, as pesquisas com o biodiesel começaram em 1999, com o apoio da Faperj ao projeto da Coppe/UFRJ para desenvolver tecnologia de produção e utilização do combustível a partir de óleos residuais de fritura. Em maio de 2003, o governo do estado criou um grupo executivo para estudar o tema, que resultou na criação, em 2005, do Programa RioBiodiesel, para apoiar as pesquisas e a produção.
Em janeiro passado, o estado deu importante passo para consolidar o RioBiodiesel, ao firmar acordo de cooperação com empresas ligadas à indústria automobilística, de transportes coletivos e a comunidade acadêmica.
Com a iniciativa, entrou em circulação o primeiro ônibus de passageiros - na linha 121, que liga a Central do Brasil a Copacabana -, utilizando 5% de biodiesel adicionado ao diesel comum.
O projeto se amplia. Fábricas estão se instalando e um posto de combustível já vende o biodiesel. Inicia-se o ciclo de consumo, com a perspectiva de que mais e mais veículos passem a utilizar o biocombustível. Em breve, o governo do estado vai oferecer incentivos fiscais para apoiar a produção e o consumo.
Por suas dimensões geográficas, o Estado do RJ não se credencia como grande produtor de oleaginosas. Mas, de forma pioneira, vem se destacando no desenvolvimento das variáveis científicas e tecnológicas do biodiesel. Fonte: Monitor Mercantil, 5/5
|