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Cuidados com a vaca prenha
1. Sétimo mês de gestação:
Neste período, a vaca deve ter a lactação interrompida (secagem do leite). Caso isto não ocorra, a vaca terá a sua próxima lactação diminuída, visto que há necessidade de um descanso fisiológico do tecido secretor de leite (glândula mamária) entre uma lactação e outra, e de acúmulo de reservas orgânicas. Outro Fator é que a produção de colostro estará parcialmente comprometida se a vaca tiver um pequeno descanso antes do parto ou totalmente comprometida quando o descanso não ocorrer. Existem duas maneiras de interromper a lactação: a secagem brusca e a lenta (gradativa); ambas independem do nível de produção no momento da secagem. A secagem brusca consiste simplesmente em parar de ordenhar a vaca; com isso, o úbere ficará cheio de leite, por alguns dias e esse aumento de pressão dentro da glândula mamária fará com que os alvéolos parem de produzir leite. Mas neste mesmo período há necessidade de observação diária e cuidadosa da glândula mamária para se diagnosticar uma possível mastite sub-clínica. Por isso recomenda-se fazer a aplicação de produtos específicos para tal fim (a base de antibióticos e/ou sulfas). Caso a vaca venha a apresentar mastite nesse período, através da observação visual nota-se um aumento de volume maior do que o normal de um ou mais quartos do úbere; através da apalpação, observa-se que a região afetada está mais quente e, principalmente, mais consistente. Estas observações devem ser complementadas com o teste da caneca de fundo preto; em caso positivo encontrar-se-á presença de grumos no leite retirado. A secagem lenta consiste em parar de tirar o leite ao longo do tempo, ou seja, dependendo da quantidade de leite que a vaca está produzindo, passa-se a ordenhar somente uma vez por dia, em dias alternados, ou a cada três dias ou mais. Na medida em que a produção diminui, aumenta-se o intervalo entre as ordenhas. Este método apresenta algumas desvantagens: se a vaca estiver produzindo muito leite no momento da secagem, levará muito tempo para a interrupção da lactação, chegando, às vezes, bem próximo do parto. Também há necessidade de mais mão-de-obra para realizar as ordenhas. Como medida auxiliadora da secagem gradual, suspende-se o fornecimento de ração de concentrado.
2. Oitavo mês de gestação:
Nesta fase a vaca deve estar recebendo uma boa alimentação em termos de volumoso e concentrado, para estar em ótimas condições nutricionais no parto e início da próxima lactação. No final da gestação a quantidade de concentrado deve ser no mínimo a mesma que a vaca irá receber após o parto, contendo em torno de 15 a 17% de proteína bruta e 65 a 70% de NDT. Cuidados especiais devem ser tomados com a qualidade de cálcio fornecido para vacas no final da gestação, pois um excesso poderá predispor o animal ao distúrbio metabó1ico conhecido como febre do leite. As vacas no final da gestação devem ingerir por dia em torno de 25 a 45g de Ca. Neste período e também no dia do parto, recomenda-se a aplicação de vermífugo oral injetável. Com isso diminui-se a competição dos vermes e o animal poderá repor as reservas orgânicas e apresentar um pico de produção mais elevado com menor perda de peso.
Ainda nesta fase aplica-se vacina contra Salmonelose (para tipo dos bezerros) e Cotibacilose (Curso Branco); tanto uma como a outra, dependendo da intensidade da infecção, poderão levar a um quadro clínico de pneumo-enterite. Dependendo do laboratório estas vacinas são produzidas separadas ou em conjunto, e é também recomendada uma primeira aplicação no sétimo mês de gestação. Estas vacinas terão que ser aplicadas no mínimo 20 dias antes do parto; caso contrário não terão efeito. A dosagem e a via de aplicação devem ser as recomendadas pelo laboratório. A imunidade provocada por estas vacinas só terá efeito se o recém-nascido tomar o colostro nas primeiras horas de vida. A medida que o tempo passa após o nascimento, ocorre diminuição na capacidade de absorção intestinal pelo bezerro.
Todas as vacas e novilhas nesta fase devem ficar separadas dos demais num piquete maternidade. Este piquete de preferência deve ser plano, pequeno, com vegetação rasteira, sem acesso a banhados, lago, buracos, etc., e principalmente próximo ao estábulo ou residência do responsável por tal setor. A finalidade de tais requisitos é evitar acidentes com a vaca ou com a cria, facilitando para que o responsável possa observar com mais freqüência estes animais, detectando precocemente possíveis problemas de parto (parto distócico) e dando melhor assistência ao recém-nascido e o mais rápido possível.
Cuidados com a vaca recém-parida
1. Retenção de placenta - Considera-se retenção quando dentro de um período de até 12 horas após o parto a vaca ainda não expulsou a placenta (envolutórios fetais).
Existe uma infinidade de causas de retenção de placenta, muitas delas até hoje não identificadas. Entre as principais causas conhecidas temos: partos distócicos, intervenção no parto sem assepsia, intervenção antecipada no parto, certas doenças como brucelose, leptospirose, listeriose, vibriose, etc. e, principalmente, deficiências nutricionais de vitamina A, selênio e outros elementos. Sempre que ocorre retenção de placenta, a vaca apresenta a região posterior (anca, coxa e cauda) suja, com líqüido de odor desagradável, que é expulso após contrações sem sucesso para tentar eliminar a placenta ou quando se deita. Muitas vezes ela fica com pedaços de placenta expostos. Uma vaca com este quadro clínico pode ter os seguintes sintomas: produção de leite diminuída, febre, falta de apetite, septicemia e, às vezes, evolução para a morte. A vaca também apresenta predisposição para o aparecimento de mastite.
O tratamento para retenção de placenta consiste em se tentar retirar o que puder sem, contudo, puxar com muita força, pois pode-se, neste caso, além da placenta, arrancar também as carúnculas, provocando hemorragias uterinas que poderão levar o animal a morte por hemorragia ou trazer problemas de reprodução. Após tal medida, colocam-se tabletes efervescentes (velas interiores) ou fazem-se infusões uterinas (lavagens) com soluções anti-sépticas contendo sulfas e/ou antibióticos e/ou aplicam-se antibióticos via parenteral.
2. Edema de Úbere - É um inchaço que ocorre na glândula mamária e regiões adjacentes, algumas semanas ou dias antes do parto, principalmente, nas vacas de alta produção e novilhas. É uma característica genética que varia de animal para animal, não havendo, geralmente, necessidade de se tomar qualquer providência para diminuí-lo, principalmente, antes do parto.
Existem no comércio vários produtos que são aplicados para diminuir edema. Quando não se utilizam esses produtos, o edema também diminui gradativamente, dentro de poucos dias após o parto. Deve-se tomar cuidado para não confundir edema de úbere com inchaço provocado por mamite. Neste caso há necessidade de tratamento.
3. Involução uterina - Consiste na diminuição do tamanho do útero, que começa logo após o parto, até o seu tamanho normal. A involução uterina geralmente dura em torno de 21 dias após o parto.
Cuidados com o recém-nascido
1. Cordão umbilical - Deve-se amarrá-lo e cortá-lo, deixando em torno de dois centímetros e, logo após, aplicar soluções anti-sépticas como tintura de iodo a 10% ou outras. Esta aplicação deve ser repetida por mais 3 ou 4 dias.
2. Colostro - A maneira mais eficiente e garantida é retirar o colostro da mãe e, em seguida, fornecê-lo ao recém-nascido com o auxílio de uma mamadeira. O bezerro deve receber em torno de10% do peso vivo/dia dividido, no máximo, em duas vezes. A primeira ingestão de colostro deve ser de preferência logo na primeira hora de vida.
3. Identificação - A identificação dentro de uma exploração leiteira é de grande importância, visto que sem esta, não existe seleção.
Existem várias maneiras de se identificar os animais, tais como: brinco, tatuagem, fotografia e marcação a fogo ou a frio. Tais maneiras não devem ser utilizadas em separado, pois em muitas a marcação desaparece e pode-se perder a identificação do animal, principalmente quando se utilizam somente brincos. A marca a frio é uma das maneiras mais seguras e práticas, pois, quando bem feita, visualizava-se de longe e, dificilmente, desaparece. Ela deve ser realizada em animais acima de 6 a 8 meses de idade; antes disso recomenda-se a tatuagem na orelha, caso queira-se complementada com brinco. A marcação a frio muda os pelos coloridos do animal para branco por destruir a pigmentação. Sendo bem feita, a marca fica bem evidenciada e de fácil leitura. O equipamento apropriado e o processo em si, são de suma importância para se conseguir a marca desejada.
a) Equipamento necessário: - Reshiante: nitrogênio líquido; - Recipiente: uma caixa de isopor ou semelhante; - Marca de cobre ou bronze com liga de alta qualidade deve ser especialmente desenhada para o processo a frio. Deve ter duas polegadas para animais de 0 a 6 meses; três polegadas para animais de 7 a 12 meses e quatro para animais acima de 1 ano de idade. - Tosquiadeira.
b) Preparação: - Colocar nitrogênio suficiente para cobrir a marca dentro do recipiente; - Colocar a marca no nitrogênio. Nesta hora sairão bolhas grandes que continuarão até que as temperaturas da marca e do resfriante fiquem iguais.
c) Marcação: - Conter o animal; - Cortar os pelos da área a ser marcada o mais curto possível; - Lavar o local com água e sabão; - Molhar bem a área a ser marcada com álcool, imediatamente antes da aplicação do ferro (repetir para cada número). - exercer pressão suficiente para assegurar um contato firme entre a marca e a pele. Manter a pressão durante o tempo desejável de acordo com a idade do animal.
Observações:
- Para animais brancos é necessário que se aumente de 10 a 15 segundos na marcação. Isto destruirá os pelos e causará calvície ou exposição da pele. - Depois dos 10 segundos iniciais, o animal sentirá um pouco de dor e tentará mover-se. Posteriormente a esta dor inicial, a área ficará adormecida e o animal se acalmará. Durante o período de movimentação é importante que se mantenha uma pressão firme e constante ou a marcação não terá sucesso. - Levará de 6 a 8 semanas para que os pelos voltem a nascer, deixando uma marca bem legível. - A marcação a frio poderá ser feita também com nitrogênio líquido em vez de gelo seco com álcool. Neste caso, o tempo necessário para a marcação é de 20 segundos para animais adultos (vide quadro abaixo).
4. Instalações - Existem diversos tipos de instalações para animais recém-nascidos, que podem ser desde um simples piquete onde aqueles que ficam soltos desde o nascimento ou até bezerreiros sofisticados. A opção dependerá do número de animais, qualidade da mão-de-obra e poder aquisitivo do proprietário. O importante, nestes tipos de instalações, é que o ambiente seja bem ventilado, seco, e que permita certo grau de higiene. Para tanto, a construção de bezerreiros em cima de ripado, alto do solo, seria o idea1. No caso de animais soltos em piquetes, haveria mais conforto para os animais se estes tivessem acesso à sombra.
Obs.: Seja qual for o tipo de instalação, há necessidade de que esta tenha água limpa a vontade, cochos para concentrado e feno.
5. Descorna - Não existe idade mínima para a realização da descorna, sendo que o ideal é que ocorra entre o 7º e o 30 dia de idade. Existem três tipos de descorna:
a) Descorna química, através do uso de pomadas; b) Descorna a fogo, com ferro quente; c) Descorna cirúrgica: realizada em animais que já apresentam os chifres. Ao corte destes, aparecerá o selo frontal.
6.Corte de teta(s) extra(s) - O corte da teta extra deve ser feito de preferência na mesma época da descorna, ou seja, entre o 7º e 30º dia de vida. Consiste em cortar com uma tesoura a teta extra ou vestígio de tetas que porventura a bezerra apresente. Após o corte, passa-se pomada, iodo a 10% ou spray repelente e cicatrizante. Os principais motivos pelos quais se recomenda cortar as tetas extras são por estética e porque quando a vaca entrar em lactação, esta teta extra muitas vezes será ser um foco de mamite, que poderá se transportar para as tetas laterais.
Principais Doenças dos Bezerros
1. Diarréia de Bezerros(as): A diarréia de bezerros é a principal causa de perdas econômicas nas principais três semanas de vida. As causas mais comuns são bactérias enteropatogênicas (Escherichia coli e Salmonella spp.), vírus, sucedâneos lácteos mal-formulados, superalimentação, falta de higiene e outras falhas de manejo.
De acordo com o agente etiológico bacteriano da diarréia dos bezerros, duas denominações são possíveis:
a) Colibacilose ou curso branco, quando provocada pela Escherichia coli; b) Salmonelose ou paratifo, quando provocada por bactérias do gênero Salmonella spp. Há uma forte tendência de ocorrer paratifo durante a segunda ou terceira semana de vida, mais do que na primeira semana, característica mais comum na Colibacilose.
Os sintomas são fezes moles, fétidas, às vezes com estrias de sangue; febre na fase inicial, podendo ocorrer, posteriormente, hipotermia, inapetência, depressão, orelhas caídas, desidratação, emagrecimento rápido e traseiro sujo (cauda e região perineal).
A diarréia pode provocar, por metástase, o aparecimento de pneumonia, formando um quadro denominado de pneumoenterite. O tratamento consiste em fornecer sulfas e antibióticos orais, soluções hidratantes e, em casos mais graves, medicação parenteral. A profilaxia é feita através de vacinação da mãe no final da gestação, fornecimento adequado de colostro e higiene. 2. Babesiose: A Babesiose ou piroplasmose é uma doença causada por protozoários do gênero Babesia. Caracteriza-se por febre e hemólise, ocorrendo uma síndrome de anemia, hemoglobinemia e hemoglobinúria. O principal agente transmissor da Babesiose, no Brasil, é o carrapato Boophilus microplus. A ocorrência de Babesiose é mais comum em animais de raça européia do que no gado zebú. Isto se deve provavelmente à diferença de susceptibilidade ao carrapato vetor. A Babesiose bovina é de grande importância econômica, tanto devido às perdas diretas quanto à restrição de movimentação dos animais, em conseqüência de quarentenas obrigatórias.
Os perigos mais graves ocorrem em áreas marginais, onde a população de carrapatos é altamente variável, dependendo das condições climáticas. Nas estações em que a população de carrapatos decresce, a infecção pode desaparecer e a pré-imunidade ser perdida.
Em infecções naturais, o período de incubação é de duas a três semanas. Infecções subclínicas ocorrem muito comumente, sobretudo em bovinos jovens.
Os principais sintomas clínicos são febre alta (41ºC), falta de apetite, fraqueza, paralisação da ruminação, orelhas caídas, queda na produção de leite, freqüência cardíaca e respiratória acelerada e anemia. Em estágios mais avançados, ocorre grave icterícia e a urina toma coloração entre avermelhada e marrom. Animais prenhes muitas vezes abortam.
O tratamento é feito com aplicação intramuscular de Ganaseg (Diaceturado, diazominodibenzamidina 7%). Em casos mais graves, pode-se recorrer à soroterapia e transfusão sangüínea.
3. Anaplasmose: A Anaplasmose bovina é uma doença causada por Rirettesia do gênero Anaplasma, a qual é transmitida através da saliva do carrapato (Boophilus microplus), quando se fixa no bovino para se alimentar. Estudos têm mostrado ser a Anaplasmose mais severa nos bovinos adultos. Porém, em se tratando de regiões endêmicas, onde os bezerros são expostos ao agente etiológico bem cedo, são freqüentes perdas econômicas por atraso no desenvolvimento e morte. Atenção especial deverá ser dispensada aos bezerros que são mais atingidos pela doença. No nosso caso, de modo geral, os adultos são imunes à Anaplasmose, uma vez que foram infectados na fase jovem.
Em bovinos, o período de incubação varia com a quantidade de material infectado, mas geralmente é mais longo que na Babesiose, começando em três ou quatro semanas ou mais, após a infecção causada por carrapatos e uma a cinco semanas após a inoculação do sangue.
Na fase aguda da doença, os animais apresentam-se febris (40 a 41ºC), com inapetência (falta de apetite) e constipação ou, às vezes, ligeira diarréia. Com o progresso da doença, em decorrência de anemia, apresentam as mucosas pálidas e/ou icterícias, os olhos fundos e perda de peso progressiva. O diagnóstico pode ser feito através dos sintomas clínicos e/ou esfregaços sangüíneos periféricos, corados pelo método de Gimisa.
O tratamento baseia-se na aplicação parenteral (intramuscular ou endovenosa) de tetraciclinas (5 a 10mg/kg de peso vivo). Em casos mais graves pode-se recorrer a soroterapia e transfusão sangüínea. Os controles da Anaplasmose e da Babesiose são feitos através de manejo adequado, onde os animais tenham acesso a piquetes carrapateados desde jovens, uma vez que a erradicação do carrapato em nosso meio não é viável. Além de ser de difícil erradicação, se fosse levada a termo traria problemas de comercialização, na venda e na compra de animais para regiões onde o carrapato é encontrado. Pulverizações quando a população de carrapatos está muito elevada também é uma medida de controle. Deve-se conseguir um equilíbrio entre o hospedeiro (bovino) e o parasito (carrapato). Estas duas doenças também são conhecidas como "tristeza bovina". Os sintomas são muito semelhantes, ficando difícil o diagnóstico diferencial. Para isso, geralmente há necessidade de se fazer um esfregaço de sangue periférico do animal doente. Como em nível de propriedade esta operação torna-se difícil, recomenda-se tratar o animal contra as duas doenças conjuntamente.
4. Pneumonia: Pneumonia é uma inflamação dos bronquíolos. Clinicamente manifesta-se por um aumento na freqüência respiratória, tosse e sons respiratórios anormais na auscultação. Segundo a etiologia, as pneumonias podem ser infecciosas, metásticas, traumáticas, por corpos estranhos e parasitárias.
As pneumonias infecciosas primárias, que ocorrem em bezerros, podem ser causadas por vírus ou bactérias dos gêneros Pastenrella e Kle-bisiella, principalmente. O mucoplasma também pode ser um importante agente causador de pneumonia em bovinos.
As pneumonias por metástases ocorrem quando os bezerros têm uma lesão primária em determinado local do organismo (como diarréia, onfaloflebite, etc). Com a evolução deste processo, há a invasão da corrente sangüínea por bactérias, as quais vão se fixar nos pulmões, causando pneumonia. Por isso é comum nos casos de diarréia ocorrer também o comprometimento pulmonar, ocasionando o quadro de pneumoenterite. A administração de medicamentos por via oral, bem como a ingestão forçada de leite, pode provocar falsa via levando também ao aparecimento de pneumonia por corpos estranhos. Os principais sintomas da pneumonia são a respiração rápida e superficial, tosse, cianose quando atinge regiões extensas, diminuição do apetite ou inapetência, febre, lacrimejamento, tristeza e abatimento. A descarga nasal pode ou não estar presente. O tratamento é feito através da administração de antibióticos de amplo espectro (penicilina, tetraciclina, etc). No campo de verminose pulmonar, deve-se utilizar um anti-helmíntico específico.
A profilaxia consiste em fornecer alimentação adequada, higiene, evitar estabulação comum de um grande número de animais, evitar instalações mal ventiladas e úmidas. Os animais doentes devem ser isolados.
5. Onfaloflebite: É a inflamação do "cordão umbilical", causada por contaminação quando o bezerro nasce. A sintomatologia clínica é caracterizada por um aumento de volume no umbigo, com a presença de exsudito, que pode estar ou não exteriorizado.
Pode ocorrer dor abdominal. A evolução da onfaloflebite pode provocar hepatite, peritonite ou abcesso hepático, devido à ligação que existe entre o sistema porta e o umbigo do recém-nascido. Por metástase pode causar pneumonia e, por solução de continuidade, favorecer o aparecimento de miíase (bicheira). Deve-se fazer diagnóstico diferencial com hérnia umbilical, a qual desaparece sob pressão e apresenta o anel herniário.
O tratamento da Onfaloflebite é feito através da limpeza local com soluções anti-sépticas e aplicação parenteral de antibiótico. A profilaxia é feita através de assistência ao parto, não permitindo que a parição da vaca ocorra em locais sujos, procedendo os cuidados com o umbigo do bezerro recém-nascido, como já foi citado anteriormente.
Por: Alexandre Vaz Pires e Ivanete Susin
* Professores da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz – ESALQ
FONTE:Pardo-Suiço em Revista – Edição 39 – Anuário 98/99
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